Ao fruirmos uma obra de arte, temos ali uma troca de sensações com a obra. Ao percebermos os elementos visuais adentramos a realidade criada pelo artista e independente da intenção dele, usamos a nossa bagagem de vida para analisar, experimentar, gostar ou não.
Lógico que viventes de uma mesma cidade, época, língua podem associar alguns elementos de forma semelhante, porém como temos nossas particularidades, aos olhos atentos e aos conhecedores do percurso poético do artista ou do movimento em que se enquadra, as construções simbólicas guiam-nos de forma diferenciada.
Uma exposição de arte deve ser experimentada dentro do seu contexto histórico, geográfico, político, social e para que se construa conhecimento a partir da visitação a uma exposição é necessário situar-se e sim ler textos relacionados.
Na atualidade temos os mais variados movimentos artísticos e subjacências, temos projetos tão de vanguarda que não somos capazes de olhar para ele com a necessária distância emocional que nos trás a luz a obra, o artista, o processo como um todo.
Por falta de tempo, de prática ou de hábito a maior parte das pessoas não visita exposições de arte e quando o fazem não conseguem frui-la por completo. Independente do que seja informação e boa vontade podem lhe permitir ir além do obvio e imediato.
Faltou dizer que olhar as coisas pela ótica de uma criança, com pureza e livre de pré-conceitos faz com que as associações, assimilações e experimentações sejam enriquecedoras e surpreendentes.
E se você não conseguir se desapegar de seus valores, faça a mediação de uma exposição de arte para uma criança e sinta o quanto de pontecial existe.
exposições
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