sábado, 15 de setembro de 2007

Mais do que Jogo de Palavras

O que eu sinto eu não ajo. O que ajo não penso. O que penso não sinto. Do que sei sou ignorante. Do que sinto não ignoro. Não me entendo e ajo como se me entendesse.
Clarice Lispector.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Sinto pensar que o tempo corre

“Sinto pensar que o tempo corre, penso em querer a noite que foge
Amo o saber sem pensar, gosto do sabor da uva e o amargo da semente. Hoje o sol me esquente e aquece todo o mundo de uma forma especial... Meu mundo é o humano que me cerca e sinto que não quero expandir de novo, mas não posso evitar... É o infinito em expansão. Sou o universo, que vive em mim o tempo todo. Mas às vezes cala por tempo demais e, quando ressurge explode.. sem aviso ou sem possibilidade de prevenção. Quero que o dia nasça de novo e sempre, pois em mim o que mais gosto é o sol... embora a lua seja minha companheira e regente... eu sou a lua e suas fases... mas a explosão não chega... se avizinha... mostra os dentes e não vem... cadê a catarse? Cadê o cataclisma? eu me alimento de meus próprios furacões, meus tremores internos...Anseio pelo tombo final , o fim para enfim ser começo e tornar a ser novo de novo mais uma vez e a necessidade de ver sempre o novo mesmo que velho...”
Carolina Autran.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

não seja sardinha!!!!

corpo enquanto cidade do ser
a cidade como coletivização do corpo

O ser coletivizado na cena urbana transpassa indivíduos e constrói material e imaterialmente uma realidade caótica-babilônica. Em suas veias asfálticas-pulsantes com transeuntes apáticos, o cotidiano se repete sem reflexão... A mesmice acéfala permeia as vidas na cidade.

Aceitam sem reclamar uma realidade canibal
que mantem piramidal a selvageria capital