terça-feira, 16 de outubro de 2007

sábado, 15 de setembro de 2007

Mais do que Jogo de Palavras

O que eu sinto eu não ajo. O que ajo não penso. O que penso não sinto. Do que sei sou ignorante. Do que sinto não ignoro. Não me entendo e ajo como se me entendesse.
Clarice Lispector.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Sinto pensar que o tempo corre

“Sinto pensar que o tempo corre, penso em querer a noite que foge
Amo o saber sem pensar, gosto do sabor da uva e o amargo da semente. Hoje o sol me esquente e aquece todo o mundo de uma forma especial... Meu mundo é o humano que me cerca e sinto que não quero expandir de novo, mas não posso evitar... É o infinito em expansão. Sou o universo, que vive em mim o tempo todo. Mas às vezes cala por tempo demais e, quando ressurge explode.. sem aviso ou sem possibilidade de prevenção. Quero que o dia nasça de novo e sempre, pois em mim o que mais gosto é o sol... embora a lua seja minha companheira e regente... eu sou a lua e suas fases... mas a explosão não chega... se avizinha... mostra os dentes e não vem... cadê a catarse? Cadê o cataclisma? eu me alimento de meus próprios furacões, meus tremores internos...Anseio pelo tombo final , o fim para enfim ser começo e tornar a ser novo de novo mais uma vez e a necessidade de ver sempre o novo mesmo que velho...”
Carolina Autran.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

não seja sardinha!!!!

corpo enquanto cidade do ser
a cidade como coletivização do corpo

O ser coletivizado na cena urbana transpassa indivíduos e constrói material e imaterialmente uma realidade caótica-babilônica. Em suas veias asfálticas-pulsantes com transeuntes apáticos, o cotidiano se repete sem reflexão... A mesmice acéfala permeia as vidas na cidade.

Aceitam sem reclamar uma realidade canibal
que mantem piramidal a selvageria capital

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Fixing a hole

I'm fixing a hole where the rain gets in
And stops my mind from wandering
Where it will go

I'm filling the cracks that ran through the door
And kept my mind from wandering
Where it will go

And it really doesn't matter if I'm wrong
I'm right
Where I belong I'm right
Where I belong.

See the people standing there who disagree and never win
And wonder why they don't get in my door.

I'm painting my room in a colourful way
And when my mind is wandering
There I will go.
He he hey...

And it really doesn't matter if
I'm wrong I'm right
Where I belong I'm right
Where I belong.

Silly people run around they worry me
And never ask me why they don't get past my door.

I'm taking the time for a number of things
That weren't important yesterday
And I still go.

I'm fixing a hole where the rain gets in
And stops my mind from wandering
Where it will go, where it will go
I'm fixing a hole where the rain gets in
And stops my mind from wandering...

Written by Paul McCartney
Performed by the Beatles
from "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band"

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Quando, despertos deste sono, a vida

Quando, despertos deste sono, a vida,
Soubermos o que somos, e o que foi
Essa queda até Corpo, essa descida
Até à Noite que nos a Alma obstrui,

Conheceremos pois toda a escondida
Verdade do que é tudo que há ou flui?
Não: nem na Alma livre é conhecida...
Nem Deus, que nos criou, em Si a inclui.

Deus é o Homem de outro Deus maior:
Adam Supremo, também teve Queda;
Também, como foi nosso Criador;

Foi criado, e a Verdade lhe morreu...
De além o Abismo, Espírito Seu, Lha veda;
Aquém não a há no Mundo, Corpo Seu.


Fernando Pessoa in Cancioneiro


Flocita




domingo, 19 de agosto de 2007

a bolha

"O ser humano é uma parte do todo a que chamamos Universo, uma parte limitada pelo tempo e pelo espaço. experimenta-se a si mesmo, os seus pensamentos e os seus sentimentos como factos separados do resto, o que é uma espécie de ilusão de óptica da sua consciência. Tal ilusão é para nós uma forma de prisão, porque nos reduz aos nossos desejos pessoais e nos constrange a reservar o nosso afecto para algumas pessoas, as mais próximas. O nosso esforço deveria consistir em libertarmo-nos desta amarra, alargando o nosso círculo de compaixão, de modo a abranger todas as criaturas vivas e a natureza em toda a sua beleza.”

Albert Einstein

domingo, 12 de agosto de 2007

Amor e sexo

Meu primeiro amor, depois daqueles forçados pela escola! Foi Fiodor! Ah! sim, eu o amei... ele foi meu primeiro homem! Ele não era fácil, não era doce, não era romantico, mas era intenso e percebia a vida de uma maneira única! Eu ainda era uma menina e tinha muita pressa e ansia, o devorei com culpa, como não podia deixar.

O segundo, já carregava mais beleza, mas não menos acidez! o meu querido Ferreira! ele me ensinou a caminhar na grama e a ver o lodo de minha flor! A partir daqui já perdi a conta, mas sei dos amores e das noites que ainda estão em mim!

Aprendi a delicadeza e a beleza do amor com Vinícios, mas enjoeei, amor demais! Carlos traduziu para mim sua insegurança e a minha, Machado foi um espelho!

Uma louca paixão foi Garcia! ame-o com impaciencia de jovem, que pena! se fosse hoje me daria ao prazer de desgustar suas delícias aos poucos!

Houveram algumas mulheres também, tão lindas, tão explendidas, Clarisse, Cecilia, mas por muito tempo me encontrei com Florbela, chegamos a ser uma só.

Caio o meu Fernando, ele sempre está comigo, por mais que eu encontre outros ou outras, ele sempre volta pra mim e eu como sua adoradora amante, sempre encontro conforto e tradução nele.

Existem alguns em que eu só flertei, Hilda por exemplo, já com a Lígia está um pouco difícil, vou dar um tempo e quem sabe num outro momento!

Tem um que eu não sei o nome, não sei e ninguém sabe, já procurei muito, só sei que ele me contou o que é o amor.

Alguns ainda não me encontrei mas vai acontecer, tenho certeza, já tenho uma queda por Rainer, mas a cada dia penso em um diferente!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

capitalismo selvagem

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u318179.shtml
07/08/2007 - 09h19
Itaú lucra R$ 4,016 bi no semestre e bate Bradesco
...

Num país onde o salário mínimo é R$380,00 - onde paga-se taxas altissimas de banco e os juros? ja pensaram nos juros? se vc poe $ na poupança rende nada se vc usa o cheque especial vc se ferra - posso afirmar q tem banqueiro pagando a conta de todos os políticos e assim mantendo esse ciclo absurdo de ganhos...
vamos nos inconformar! sozinho ninguem faz nada!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Courtship of the Sun and Moon

“Viagem à Lua”
1902
direção Georges Méliès

segunda-feira, 30 de julho de 2007

quem?


Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Fernando Pessoa

realidade política da terra brasilis




a rede globo as vezes presta um serviço de informação descente a comunidade.
raros momentos!
a propósito é uma vergonha o que nós cidadãos brasileiros deixamos os políticos fazerem!!!!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

A Velha a Fiar

Gênero Ficção
Diretor Humberto Mauro
Fotografia José de Almeida Mauro
Elenco Matheus Collaço
Ano 1960
Duração 6 min
Cor P&B
Bitola 35mm
País Brasil

"Ilustração da velha canção popular do interior do Brasil, utilizando tipos e costumes das velhas fazendas em decadência".



Pode-se considerar esse o primeiro video-clip da história, a sequência de imagens tras som e imagens com a preocupação estética de sincronização diferenciada de ambas para contar uma história folclórica. Por trabalhar com velocidades diferentes, nota-se partes aceleradas e mais lentas, Humberto Mauro previu o que é hoje tido como video-clip.
Dados os devidos descontos da época, os escassos recursos, o maquinário, a falta de prática, o lugar incomum que era o cinema, este filme abriu precedentes, horizonte e tecnica.
De uma singeleza e antevisão únicas, peça obrigatória para quem flerta com o cinema.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

domingo, 22 de julho de 2007

"estou pedindo, não estou roubando"

de um conformismo ingenuo e preocupante, a frase ouvida recorrentemente na babilônia paulistana é proferida por cidadãos de várias idades, sem opção de uma realidade com infra-estrutura educacional que construa conhecimento ativo para o acesso reflexivo a um modo de transmutar o mundo para um lugar com mais oportunidades reais de realização pessoal.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Ilha das Flores

Gênero Documentário, Experimental
Diretor Jorge Furtado
Elenco Ciça Reckziegel
Ano 1989
Duração 13 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil

"Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho".

parte 01


parte 02


Com quase vinte anos, este premiadíssimo curta aponta características da sociedade de consumo que ainda são preocupantes.
Em tempos de separação de lixo, aquecimento global, produtos ecologicamente corretos ainda é possível perceber, na vida na cidade, métodos ultrapassados de lidar com o lixo, com o planeta e indivíduos que não acordaram para a nova era.
Outro ponto é a geração de produtos de consumo, seu manuseio e descarte. Produz-se muito todo tipo de coisa, isso porque dizem que essa é a base do capitalismo... Cada vez mais máquinas substituindo o trabalho humano e cada vez mais produtos no mercado. cada vez menos dinheiro. cada vez mais produtos. Num ciclo viciado e prejudicial.
Com uma edição super pontual, o curta pode exercer uma função educativa e também, validamente, alarmista.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Expôr

O espelho é sempre difícil!
Mas difícil no espelho não é se olhar, é se reconhecer!
Quando muda-se a direção do olhar, quando se tem a coragem de olhar por meio de outros olhos!
Tem-se então a coragem de ressignificar-se novamente.

É a capacidade de ter uma visão apurada!
É a capacidade de olhar o novo velho ser!
É a capacidade de ver para além das palavras-imagens!

Olhar implica também em ser olhado!

sábado, 7 de julho de 2007

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Jefferson Airplane




Somebody To Love

When the truth is found to be lies
And all the joy within you dies

Don't you want somebody to love
Don't you need somebody to love
Wouldn't you love somebody to love
You better find somebody to love

When the garden flowers baby are dead yes
And your mind is full of red

Don't you want somebody to love
Don't you need somebody to love
Wouldn't you love somebody to love
You better find somebody to love

Your eyes, I say your eyes may look like his
But in your head baby I'm afraid you don't know where it is

Don't you want somebody to love
Don't you need somebody to love
Wouldn't you love somebody to love
You better find somebody to love

Tears are running ah running down your breast
And your friends baby they treat you like a guest

Don't you want somebody to love
Don't you need somebody to love
Wouldn't you love somebody to love
You better find somebody to love


White Rabbit

One pill makes you larger
And one pill makes you small,
And the ones that mother gives you
Don't do anything at all.
Go ask Alice
When she's ten feet tall.
And if you go chasing rabbits,
And you know you're going to fall,
Tell 'em a hookah-smoking caterpillar
Has given you the call.
Call Alice
When she was just small.
When the men on the chessboard
Get up and tell you where to go,
And you've just had some kind of mushroom
And your mind is moving low,
Go ask Alice;
I think she'll know.
When logic and proportion
Have fallen sloppy dead,
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen's "off with her head!"
Remember what the dormouse said:
"Feed your head. Feed your head. Feed your head"

terça-feira, 3 de julho de 2007

sincretismo

a incrível arte do "fucking button activated"

Libertar-se é um processo ousado, doloroso e muitas vezes complicado. O ser humano é uma miscelânea de coisas sem um começo ou fim específico (fora a morte). Uma parte do nosso eu é construído a partir de experiências e vivências que marcam na gente valores, sentimentos, lembranças.

O fato de apertar o famoso botão requer um despojamento e um espírito livre, pois o mesmo exige o ato de sublimar, transmutar, transpassar determinado assunto, postura, pessoa.

Particularmente acho que o ser humano é provido de um telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor por isso temos a incrível capacidade de solucionar problemas, porém em algumas situações específicas nenhuma solução é possível.

Imaginando, projetanto, declamando ou avisando apertar o botãozinho é uma ação que nos deixa leves e nos faz encarar as coisas por uma ótica em que não existe mais cobrança, nem empatia, nem preocupação, nem nada - apenas o botão.

Agora não existe nada mais independente e absoluto do que olhar nos olhos de alguém e falar em alto e bom tom: foda-se! A pronuncia deste termo é simplesmente avassaladora, com o "se" no final e obrigando a sorrir para finalizar (sem irônia), os dentes que brilham a boca que se abre, qualquer coisa encerrada desta maneira recebe um ponto-final de fato.

Como diria Millôr Fernandes: O foda-se! aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

revolução industrial e a medida supra-humana

A situação da vida cotidiana do indivíduo na era da aceleração tecnológica e a banalização dessa abordagem enquanto valor do novo milênio, indica uma nova mudança racional-cultural-comportamental.

A cidade, antes refúgio dos migrantes da lavoura, agora é sentida a partir de pressupostos tecnológicos. A superfície geográfica, antes materializada em concreto que foi o cenário da socialização desde a época clássica, agora entendida em bites e bytes, apontando uma virtualização das relações, de trabalho, sociais e afetivas.

Nessa mudança de abordagem da necessidade suprida pela mão-do-homem para a produção em larga-escala a figura do homem mudou de ótica. Se antes a idéia era produção para consumo, agora virou consumo para produção.

Este capitalismo selvagem instaurado nesta sociedade econômica e filosófica a obrigação da produção e logo do consumo ultrapassam qualquer escala de necessidade objetiva e ecologicamente preocupada.

Passamos de produtores a consumidores de forma praticamente instantânea no sentido de sermos todos os dias cobertos de informações para consumo de bens de necessidade altamente questionável. Ao mesmo tempo em que os empregados são substituídos por máquinas e, na pirâmide que o capitalismo impoe, os empregos do tipo prestação de serviço que tentam manter o dinheiro na base estão cada vez mais frágeis e longe do indivíduo comum. Com a comunicação difundida de forma acessível a reinvenção de nossos ofícios e nós mesmos nos obriga a sermos criativos numa medida imensa.

O buraco economico-social é preocupante. Ele prega uma cadeia de acontecimentos que não se sustenta.

Um novo fator marcante entra no todo, a internet e suas conexões neurais. Dela vem a democratização da comunicação e a nomenclatura de uma era Informação.

Com a internet comercialmente instaurada onde o tempo poder ser estruturado de maneira mais flexível, onde a distância geográfica foi transpassada pelo ambiente virtual, num hoje (que tem uma década de idade) habitual para uma geração que come bytes com farinha...

Supra-humana terá que ser a espécie humana para se reinventar e moldar conforme suas próprias criações.

referências: intexto, jus2

quarta-feira, 27 de junho de 2007

fridusca


ponto e linha

Ao fruirmos uma obra de arte, temos ali uma troca de sensações com a obra. Ao percebermos os elementos visuais adentramos a realidade criada pelo artista e independente da intenção dele, usamos a nossa bagagem de vida para analisar, experimentar, gostar ou não.

Lógico que viventes de uma mesma cidade, época, língua podem associar alguns elementos de forma semelhante, porém como temos nossas particularidades, aos olhos atentos e aos conhecedores do percurso poético do artista ou do movimento em que se enquadra, as construções simbólicas guiam-nos de forma diferenciada.

Uma exposição de arte deve ser experimentada dentro do seu contexto histórico, geográfico, político, social e para que se construa conhecimento a partir da visitação a uma exposição é necessário situar-se e sim ler textos relacionados.

Na atualidade temos os mais variados movimentos artísticos e subjacências, temos projetos tão de vanguarda que não somos capazes de olhar para ele com a necessária distância emocional que nos trás a luz a obra, o artista, o processo como um todo.

Por falta de tempo, de prática ou de hábito a maior parte das pessoas não visita exposições de arte e quando o fazem não conseguem frui-la por completo. Independente do que seja informação e boa vontade podem lhe permitir ir além do obvio e imediato.

Faltou dizer que olhar as coisas pela ótica de uma criança, com pureza e livre de pré-conceitos faz com que as associações, assimilações e experimentações sejam enriquecedoras e surpreendentes.

E se você não conseguir se desapegar de seus valores, faça a mediação de uma exposição de arte para uma criança e sinta o quanto de pontecial existe.

exposições

cor cores conceitos

As cores tem em si uma poética própria e particular. Sua relação se da com o meio em que está inserida variando em quantidade de luz e cores com que se relaciona e com a percepção do observador.

O antigo modelo de ensino cores primárias (amarelo+vermelho+azul) e secundárias (laranja+roxo+verde) não atende mais a complexidade dos novos conceitos.

Atualmente precisamos fazer uma distinção em se falando de cor, existe a:

- cor-luz (RGB) obtida pela adição de diferentes comprimentos de onda das cores primárias de luz Vermelho + Azul (cobalto) + Verde = Branco.


- cor-pigmento (CMYK) que acontece pela subtração, partindo de uma superfície sem pigmentação (branca) misturando-lhe as cores Ciano + Magenta + Amarelo.

Levando em conta ainda que a cor é captada na retina e processada no cérebro (que faz correções e mantem a memória), que ainda sofre influência do meio em que está, será que é todos enxergamos a mesma cor?

O nome da cor vermelho representa a mesma cor pra duas pessoas?

Existem associações culturais da cor, a significação, mas quando estamos vivendo civilizadamente temos o mesmo tipo de influência que as pessoas que circulam por onde andamos, quer dizer aprendemos a dar ao nome de um jeito geográfica e históricamente igual há várias outras pessoas.

No levantamento dos significados a ambivalência das cores se da por toda a história, por exemplo:

amarelo - ouro, luz, masculino, vida, renovação, eternidade, velhice, declínio, crueldade, dissimulação, cinismo, sábio, bom-conselho, traição decepção.

azul - infinito, imaterial, irrealidade, imóvel, indiferente, verdade, coragem, força, fome, morte, renovação, eternidade, espiral, passivo, renúncia.

vermelho - sangue, diurno, macho, noturno, fêmea, secreto, força, mistério, sedução, coragem, proibição, saúde, juventude, geração, imortalidade, ação, paixão, libertação, opressão.

Utilizando as citações de um artigo acadêmico:

- Toda cor afeta o ser humano, seja pelo eletromagnetismo, seja pela representação psicosocial;

- A receptividade e reação às cores dependem de aspectos relacionados à idade, sexo e cultura.

A cor como elemento de percepção particular e interpretativo direcionam o pensamento a uma analise antropológica, social e psicológica do ser-humano.


referências: dicionário de símbolos, wikipédia, artigo acadêmico.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

começo


Tenho várias caras.
Uma é quase bonita, outra é quase feia.
Sou um o quê?
Um quase tudo.
Clarice Lispector


eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim
Torquato Neto


nada sou, nada posso, nada sigo.
trago, por ilusão, meu ser comigo.
não compreendo compreender, nem sei se hei de ser, sendo nada, o que serei.
Fernando Pessoa

quarta-feira, 20 de junho de 2007

...

rumo ao atemporal etereamente infinito