segunda-feira, 30 de julho de 2007

quem?


Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Fernando Pessoa

realidade política da terra brasilis




a rede globo as vezes presta um serviço de informação descente a comunidade.
raros momentos!
a propósito é uma vergonha o que nós cidadãos brasileiros deixamos os políticos fazerem!!!!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

A Velha a Fiar

Gênero Ficção
Diretor Humberto Mauro
Fotografia José de Almeida Mauro
Elenco Matheus Collaço
Ano 1960
Duração 6 min
Cor P&B
Bitola 35mm
País Brasil

"Ilustração da velha canção popular do interior do Brasil, utilizando tipos e costumes das velhas fazendas em decadência".



Pode-se considerar esse o primeiro video-clip da história, a sequência de imagens tras som e imagens com a preocupação estética de sincronização diferenciada de ambas para contar uma história folclórica. Por trabalhar com velocidades diferentes, nota-se partes aceleradas e mais lentas, Humberto Mauro previu o que é hoje tido como video-clip.
Dados os devidos descontos da época, os escassos recursos, o maquinário, a falta de prática, o lugar incomum que era o cinema, este filme abriu precedentes, horizonte e tecnica.
De uma singeleza e antevisão únicas, peça obrigatória para quem flerta com o cinema.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

domingo, 22 de julho de 2007

"estou pedindo, não estou roubando"

de um conformismo ingenuo e preocupante, a frase ouvida recorrentemente na babilônia paulistana é proferida por cidadãos de várias idades, sem opção de uma realidade com infra-estrutura educacional que construa conhecimento ativo para o acesso reflexivo a um modo de transmutar o mundo para um lugar com mais oportunidades reais de realização pessoal.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Ilha das Flores

Gênero Documentário, Experimental
Diretor Jorge Furtado
Elenco Ciça Reckziegel
Ano 1989
Duração 13 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil

"Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho".

parte 01


parte 02


Com quase vinte anos, este premiadíssimo curta aponta características da sociedade de consumo que ainda são preocupantes.
Em tempos de separação de lixo, aquecimento global, produtos ecologicamente corretos ainda é possível perceber, na vida na cidade, métodos ultrapassados de lidar com o lixo, com o planeta e indivíduos que não acordaram para a nova era.
Outro ponto é a geração de produtos de consumo, seu manuseio e descarte. Produz-se muito todo tipo de coisa, isso porque dizem que essa é a base do capitalismo... Cada vez mais máquinas substituindo o trabalho humano e cada vez mais produtos no mercado. cada vez menos dinheiro. cada vez mais produtos. Num ciclo viciado e prejudicial.
Com uma edição super pontual, o curta pode exercer uma função educativa e também, validamente, alarmista.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Expôr

O espelho é sempre difícil!
Mas difícil no espelho não é se olhar, é se reconhecer!
Quando muda-se a direção do olhar, quando se tem a coragem de olhar por meio de outros olhos!
Tem-se então a coragem de ressignificar-se novamente.

É a capacidade de ter uma visão apurada!
É a capacidade de olhar o novo velho ser!
É a capacidade de ver para além das palavras-imagens!

Olhar implica também em ser olhado!

sábado, 7 de julho de 2007

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Jefferson Airplane




Somebody To Love

When the truth is found to be lies
And all the joy within you dies

Don't you want somebody to love
Don't you need somebody to love
Wouldn't you love somebody to love
You better find somebody to love

When the garden flowers baby are dead yes
And your mind is full of red

Don't you want somebody to love
Don't you need somebody to love
Wouldn't you love somebody to love
You better find somebody to love

Your eyes, I say your eyes may look like his
But in your head baby I'm afraid you don't know where it is

Don't you want somebody to love
Don't you need somebody to love
Wouldn't you love somebody to love
You better find somebody to love

Tears are running ah running down your breast
And your friends baby they treat you like a guest

Don't you want somebody to love
Don't you need somebody to love
Wouldn't you love somebody to love
You better find somebody to love


White Rabbit

One pill makes you larger
And one pill makes you small,
And the ones that mother gives you
Don't do anything at all.
Go ask Alice
When she's ten feet tall.
And if you go chasing rabbits,
And you know you're going to fall,
Tell 'em a hookah-smoking caterpillar
Has given you the call.
Call Alice
When she was just small.
When the men on the chessboard
Get up and tell you where to go,
And you've just had some kind of mushroom
And your mind is moving low,
Go ask Alice;
I think she'll know.
When logic and proportion
Have fallen sloppy dead,
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen's "off with her head!"
Remember what the dormouse said:
"Feed your head. Feed your head. Feed your head"

terça-feira, 3 de julho de 2007

sincretismo

a incrível arte do "fucking button activated"

Libertar-se é um processo ousado, doloroso e muitas vezes complicado. O ser humano é uma miscelânea de coisas sem um começo ou fim específico (fora a morte). Uma parte do nosso eu é construído a partir de experiências e vivências que marcam na gente valores, sentimentos, lembranças.

O fato de apertar o famoso botão requer um despojamento e um espírito livre, pois o mesmo exige o ato de sublimar, transmutar, transpassar determinado assunto, postura, pessoa.

Particularmente acho que o ser humano é provido de um telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor por isso temos a incrível capacidade de solucionar problemas, porém em algumas situações específicas nenhuma solução é possível.

Imaginando, projetanto, declamando ou avisando apertar o botãozinho é uma ação que nos deixa leves e nos faz encarar as coisas por uma ótica em que não existe mais cobrança, nem empatia, nem preocupação, nem nada - apenas o botão.

Agora não existe nada mais independente e absoluto do que olhar nos olhos de alguém e falar em alto e bom tom: foda-se! A pronuncia deste termo é simplesmente avassaladora, com o "se" no final e obrigando a sorrir para finalizar (sem irônia), os dentes que brilham a boca que se abre, qualquer coisa encerrada desta maneira recebe um ponto-final de fato.

Como diria Millôr Fernandes: O foda-se! aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

revolução industrial e a medida supra-humana

A situação da vida cotidiana do indivíduo na era da aceleração tecnológica e a banalização dessa abordagem enquanto valor do novo milênio, indica uma nova mudança racional-cultural-comportamental.

A cidade, antes refúgio dos migrantes da lavoura, agora é sentida a partir de pressupostos tecnológicos. A superfície geográfica, antes materializada em concreto que foi o cenário da socialização desde a época clássica, agora entendida em bites e bytes, apontando uma virtualização das relações, de trabalho, sociais e afetivas.

Nessa mudança de abordagem da necessidade suprida pela mão-do-homem para a produção em larga-escala a figura do homem mudou de ótica. Se antes a idéia era produção para consumo, agora virou consumo para produção.

Este capitalismo selvagem instaurado nesta sociedade econômica e filosófica a obrigação da produção e logo do consumo ultrapassam qualquer escala de necessidade objetiva e ecologicamente preocupada.

Passamos de produtores a consumidores de forma praticamente instantânea no sentido de sermos todos os dias cobertos de informações para consumo de bens de necessidade altamente questionável. Ao mesmo tempo em que os empregados são substituídos por máquinas e, na pirâmide que o capitalismo impoe, os empregos do tipo prestação de serviço que tentam manter o dinheiro na base estão cada vez mais frágeis e longe do indivíduo comum. Com a comunicação difundida de forma acessível a reinvenção de nossos ofícios e nós mesmos nos obriga a sermos criativos numa medida imensa.

O buraco economico-social é preocupante. Ele prega uma cadeia de acontecimentos que não se sustenta.

Um novo fator marcante entra no todo, a internet e suas conexões neurais. Dela vem a democratização da comunicação e a nomenclatura de uma era Informação.

Com a internet comercialmente instaurada onde o tempo poder ser estruturado de maneira mais flexível, onde a distância geográfica foi transpassada pelo ambiente virtual, num hoje (que tem uma década de idade) habitual para uma geração que come bytes com farinha...

Supra-humana terá que ser a espécie humana para se reinventar e moldar conforme suas próprias criações.

referências: intexto, jus2