Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Fernando Pessoa
a rede globo as vezes presta um serviço de informação descente a comunidade. raros momentos! a propósito é uma vergonha o que nós cidadãos brasileiros deixamos os políticos fazerem!!!!
Gênero Ficção Diretor Humberto Mauro Fotografia José de Almeida Mauro Elenco Matheus Collaço Ano 1960 Duração 6 min Cor P&B Bitola 35mm País Brasil
"Ilustração da velha canção popular do interior do Brasil, utilizando tipos e costumes das velhas fazendas em decadência".
Pode-se considerar esse o primeiro video-clip da história, a sequência de imagens tras som e imagens com a preocupação estética de sincronização diferenciada de ambas para contar uma história folclórica. Por trabalhar com velocidades diferentes, nota-se partes aceleradas e mais lentas, Humberto Mauro previu o que é hoje tido como video-clip. Dados os devidos descontos da época, os escassos recursos, o maquinário, a falta de prática, o lugar incomum que era o cinema, este filme abriu precedentes, horizonte e tecnica. De uma singeleza e antevisão únicas, peça obrigatória para quem flerta com o cinema.
de um conformismo ingenuo e preocupante, a frase ouvida recorrentemente na babilônia paulistana é proferida por cidadãos de várias idades, sem opção de uma realidade com infra-estrutura educacional que construa conhecimento ativo para o acesso reflexivo a um modo de transmutar o mundo para um lugar com mais oportunidades reais de realização pessoal.
Gênero Documentário, Experimental Diretor Jorge Furtado Elenco Ciça Reckziegel Ano 1989 Duração 13 min Cor Colorido Bitola 35mm País Brasil
"Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho".
parte 01
parte 02
Com quase vinte anos, este premiadíssimo curta aponta características da sociedade de consumo que ainda são preocupantes. Em tempos de separação de lixo, aquecimento global, produtos ecologicamente corretos ainda é possível perceber, na vida na cidade, métodos ultrapassados de lidar com o lixo, com o planeta e indivíduos que não acordaram para a nova era. Outro ponto é a geração de produtos de consumo, seu manuseio e descarte. Produz-se muito todo tipo de coisa, isso porque dizem que essa é a base do capitalismo... Cada vez mais máquinas substituindo o trabalho humano e cada vez mais produtos no mercado. cada vez menos dinheiro. cada vez mais produtos. Num ciclo viciado e prejudicial. Com uma edição super pontual, o curta pode exercer uma função educativa e também, validamente, alarmista.
O espelho é sempre difícil! Mas difícil no espelho não é se olhar, é se reconhecer! Quando muda-se a direção do olhar, quando se tem a coragem de olhar por meio de outros olhos! Tem-se então a coragem de ressignificar-se novamente.
É a capacidade de ter uma visão apurada! É a capacidade de olhar o novo velho ser! É a capacidade de ver para além das palavras-imagens!
When the truth is found to be lies And all the joy within you dies
Don't you want somebody to love Don't you need somebody to love Wouldn't you love somebody to love You better find somebody to love
When the garden flowers baby are dead yes And your mind is full of red
Don't you want somebody to love Don't you need somebody to love Wouldn't you love somebody to love You better find somebody to love
Your eyes, I say your eyes may look like his But in your head baby I'm afraid you don't know where it is
Don't you want somebody to love Don't you need somebody to love Wouldn't you love somebody to love You better find somebody to love
Tears are running ah running down your breast And your friends baby they treat you like a guest
Don't you want somebody to love Don't you need somebody to love Wouldn't you love somebody to love You better find somebody to love
White Rabbit
One pill makes you larger And one pill makes you small, And the ones that mother gives you Don't do anything at all. Go ask Alice When she's ten feet tall. And if you go chasing rabbits, And you know you're going to fall, Tell 'em a hookah-smoking caterpillar Has given you the call. Call Alice When she was just small. When the men on the chessboard Get up and tell you where to go, And you've just had some kind of mushroom And your mind is moving low, Go ask Alice; I think she'll know. When logic and proportion Have fallen sloppy dead, And the White Knight is talking backwards And the Red Queen's "off with her head!" Remember what the dormouse said: "Feed your head. Feed your head. Feed your head"
Libertar-se é um processo ousado, doloroso e muitas vezes complicado. O ser humano é uma miscelânea de coisas sem um começo ou fim específico (fora a morte). Uma parte do nosso eu é construído a partir de experiências e vivências que marcam na gente valores, sentimentos, lembranças.
O fato de apertar o famoso botão requer um despojamento e um espírito livre, pois o mesmo exige o ato de sublimar, transmutar, transpassar determinado assunto, postura, pessoa.
Particularmente acho que o ser humano é provido de um telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor por isso temos a incrível capacidade de solucionar problemas, porém em algumas situações específicas nenhuma solução é possível.
Imaginando, projetanto, declamando ou avisando apertar o botãozinho é uma ação que nos deixa leves e nos faz encarar as coisas por uma ótica em que não existe mais cobrança, nem empatia, nem preocupação, nem nada - apenas o botão.
Agora não existe nada mais independente e absoluto do que olhar nos olhos de alguém e falar em alto e bom tom: foda-se! A pronuncia deste termo é simplesmente avassaladora, com o "se" no final e obrigando a sorrir para finalizar (sem irônia), os dentes que brilham a boca que se abre, qualquer coisa encerrada desta maneira recebe um ponto-final de fato.
Como diria Millôr Fernandes: O foda-se! aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.
A situação da vida cotidiana do indivíduo na era da aceleração tecnológica e a banalização dessa abordagem enquanto valor do novo milênio, indica uma nova mudança racional-cultural-comportamental.
A cidade, antes refúgio dos migrantes da lavoura, agora é sentida a partir de pressupostos tecnológicos. A superfície geográfica, antes materializada em concreto que foi o cenário da socialização desde a época clássica, agora entendida em bites e bytes, apontando uma virtualização das relações, de trabalho, sociais e afetivas.
Nessa mudança de abordagem da necessidade suprida pela mão-do-homem para a produção em larga-escala a figura do homem mudou de ótica. Se antes a idéia era produção para consumo, agora virou consumo para produção.
Este capitalismo selvagem instaurado nesta sociedade econômica e filosófica a obrigação da produção e logo do consumo ultrapassam qualquer escala de necessidade objetiva e ecologicamente preocupada.
Passamos de produtores a consumidores de forma praticamente instantânea no sentido de sermos todos os dias cobertos de informações para consumo de bens de necessidade altamente questionável. Ao mesmo tempo em que os empregados são substituídos por máquinas e, na pirâmide que o capitalismo impoe, os empregos do tipo prestação de serviço que tentam manter o dinheiro na base estão cada vez mais frágeis e longe do indivíduo comum. Com a comunicação difundida de forma acessível a reinvenção de nossos ofícios e nós mesmos nos obriga a sermos criativos numa medida imensa.
O buraco economico-social é preocupante. Ele prega uma cadeia de acontecimentos que não se sustenta.
Um novo fator marcante entra no todo, a internet e suas conexões neurais. Dela vem a democratização da comunicação e a nomenclatura de uma era Informação.
Com a internet comercialmente instaurada onde o tempo poder ser estruturado de maneira mais flexível, onde a distância geográfica foi transpassada pelo ambiente virtual, num hoje (que tem uma década de idade) habitual para uma geração que come bytes com farinha...
Supra-humana terá que ser a espécie humana para se reinventar e moldar conforme suas próprias criações.