terça-feira, 3 de julho de 2007

a incrível arte do "fucking button activated"

Libertar-se é um processo ousado, doloroso e muitas vezes complicado. O ser humano é uma miscelânea de coisas sem um começo ou fim específico (fora a morte). Uma parte do nosso eu é construído a partir de experiências e vivências que marcam na gente valores, sentimentos, lembranças.

O fato de apertar o famoso botão requer um despojamento e um espírito livre, pois o mesmo exige o ato de sublimar, transmutar, transpassar determinado assunto, postura, pessoa.

Particularmente acho que o ser humano é provido de um telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor por isso temos a incrível capacidade de solucionar problemas, porém em algumas situações específicas nenhuma solução é possível.

Imaginando, projetanto, declamando ou avisando apertar o botãozinho é uma ação que nos deixa leves e nos faz encarar as coisas por uma ótica em que não existe mais cobrança, nem empatia, nem preocupação, nem nada - apenas o botão.

Agora não existe nada mais independente e absoluto do que olhar nos olhos de alguém e falar em alto e bom tom: foda-se! A pronuncia deste termo é simplesmente avassaladora, com o "se" no final e obrigando a sorrir para finalizar (sem irônia), os dentes que brilham a boca que se abre, qualquer coisa encerrada desta maneira recebe um ponto-final de fato.

Como diria Millôr Fernandes: O foda-se! aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.

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