A situação da vida cotidiana do indivíduo na era da aceleração tecnológica e a banalização dessa abordagem enquanto valor do novo milênio, indica uma nova mudança racional-cultural-comportamental.
A cidade, antes refúgio dos migrantes da lavoura, agora é sentida a partir de pressupostos tecnológicos. A superfície geográfica, antes materializada em concreto que foi o cenário da socialização desde a época clássica, agora entendida em bites e bytes, apontando uma virtualização das relações, de trabalho, sociais e afetivas.
Nessa mudança de abordagem da necessidade suprida pela mão-do-homem para a produção em larga-escala a figura do homem mudou de ótica. Se antes a idéia era produção para consumo, agora virou consumo para produção.
Este capitalismo selvagem instaurado nesta sociedade econômica e filosófica a obrigação da produção e logo do consumo ultrapassam qualquer escala de necessidade objetiva e ecologicamente preocupada.
Passamos de produtores a consumidores de forma praticamente instantânea no sentido de sermos todos os dias cobertos de informações para consumo de bens de necessidade altamente questionável. Ao mesmo tempo em que os empregados são substituídos por máquinas e, na pirâmide que o capitalismo impoe, os empregos do tipo prestação de serviço que tentam manter o dinheiro na base estão cada vez mais frágeis e longe do indivíduo comum. Com a comunicação difundida de forma acessível a reinvenção de nossos ofícios e nós mesmos nos obriga a sermos criativos numa medida imensa.
O buraco economico-social é preocupante. Ele prega uma cadeia de acontecimentos que não se sustenta.
Um novo fator marcante entra no todo, a internet e suas conexões neurais. Dela vem a democratização da comunicação e a nomenclatura de uma era Informação.
Com a internet comercialmente instaurada onde o tempo poder ser estruturado de maneira mais flexível, onde a distância geográfica foi transpassada pelo ambiente virtual, num hoje (que tem uma década de idade) habitual para uma geração que come bytes com farinha...
Supra-humana terá que ser a espécie humana para se reinventar e moldar conforme suas próprias criações.
referências: intexto, jus2
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